Autoamor: o encontro consigo mesmo, cultivando a luz interior.
Muito se tem falado, nestes tempos, sobre o autoamor. Muitos ainda não sabem o que realmente seja o autoamor, confundindo-o com egoísmo, com vaidade.
Sabemos que autoamor, ou amor-próprio, é o exercício de reconhecer o próprio valor, aceitar-se e cultivar o autocuidado físico e emocional. Não é egoísmo, mas sim uma autoestima saudável que envolve empatia, autoconhecimento e a definição de limites saudáveis.
Amar a si mesmo é um processo contínuo de acolhimento, disciplina e perdão consigo mesmo, reconhecendo quem você é e priorizando seu bem-estar.
No espiritismo, o autoamor é entendido como uma virtude essencial para a evolução espiritual, servindo de base para o cumprimento do mandamento de jesus: “amarás ao teu próximo como a ti mesmo” diferente do egoísmo ou do orgulho, que buscam apenas o interesse pessoal.
O autoamor é o cuidado legítimo com o espírito imortal, promovendo o equilíbrio emocional e moral. Enquanto o egoísta quer tudo para si, não se ama, ama a posse, as suas paixões, os seus desequilíbrios. O autoamor leva o indivíduo a desejar o próprio progresso, saúde e paz, agindo como um escudo contra vícios e abusos. Enquanto o egoísmo ignora os outros. O autoamor reconhece falhas e se aceita.
Amar o próximo como a si mesmo exige, primeiro, amar a si próprio. Sem autoamor, o amor ao outro torna-se dependência emocional ou sacrifício excessivo. É necessário conhecer dores, defeitos e limitações para transformar-se e curar ilusões. Para amar verdadeiramente o outro, é preciso primeiro cultivar o amor e o respeito por si mesmo. É o parâmetro que define a qualidade do afeto que direcionamos ao próximo. É uma virtude primogênita; sem ele, não é possível amar o próximo com qualidade. Muitas vezes projetamos no outro nossas próprias imperfeições por falta de aceitação interna (mecanismo de projeção). É um exercício de reflexão para perceber o que precisa ser mudado e transformado.
A jornada para o autoamor exige mergulhar no próprio íntimo (autoconhecimento) para identificar virtudes e superar imperfeições sem culpa ou autopunição excessiva.
Postos-chaves do autoamor – no espiritismo: o autoconhecimento envolve a descoberta do “verdadeiro eu”, incluindo emoções, crenças, valores, sonhos e comportamentos (autoconhecimento comportamental e cognitivo). É um processo contínuo de olhar para dentro, libertador, que ajuda a entender a própria história.
Após ler várias definições sobre autoamor, reconhecemos que o autoconhecimento e aceitação é o caminho necessário para transformação: não é um processo de julgamento ou culpa, mas de consciência. Reconhecer fragilidades e potencialidades como filho de deus, buscando melhorar (reforma íntima) sem culpa ou remorso. Aceitação de si mesmo.”
O autoamor e o autoconhecimento são pilares complementares e fundamentais na psicologia para o desenvolvimento pessoal e a saúde mental. Enquanto o autoconhecimento é a compreensão de quem se é, o autoamor é a aceitação e o carinho por essa pessoa descoberta.
Autoamor: refere-se a ter grande consideração pelo seu próprio bem-estar e felicidade. É considerado a raiz do sucesso genuíno e a base da relação consigo mesmo, permitindo estabelecer limites saudáveis e dizer “não”
Relação entre eles: o autoamor se desenvolve em conjunto com o autoconhecimento; não é possível amar plenamente quem não se conhece. A jornada de autoconhecimento permite identificar pontos fortes e fracos, gerando aceitação.
Autoperdão: é fundamental nesse processo. Aceitar os próprios erros como situações temporárias de aprendizado, esforçando-se para a correção. E o cuidado com a própria jornada evolutiva.
O cuidado integral: cuidar do corpo, da mente e da inteligência, estudando e evoluindo para melhor servir ao próximo e cumprir a missão, base do amor ao próximo: não se pode amar de forma saudável se não houver amor por si mesmo, evitando a projeção de sombras internas no outro. Amar-se é cuidar do coração, do espirito. O verdadeiro progresso da humanidade começa na transformação silenciosa de cada coração.
A jornada envolve reconciliar-se com o inconsciente e superar as “máscaras sociais” que criamos para sermos aceitos. Joanna de Ângelis muitas vezes percebemos que vem uma tristezinha, não sabe de onde, cuidemos, porque se ficarmos querendo ajudar o outro, acabamos não ajudando nem o outro nem a nós mesmo. Se estamos em sintonia com a nossa programação espiritual, bons pensamentos, habito da prece, aí sim, conseguimos emanar. A caridade. Perceber o outro.
Então eu me pergunto …por que às vezes é tão difícil? Por que se faz necessário falarmos tanto nesse tema?
Autoamor é um aprendizado de longa duração. Amar é uma lição para a eternidade. O autoamor é um processo de construção contínua, muitas vezes comparado a tratar a si mesmo com a mesma bondade e paciência que um amigo ou uma criança receberia
Pode ser difícil, mas o autoamor muitas vezes nasce de ações de autocuidado, mesmo quando não se tem vontade. Assim como raízes fortes nutrem uma árvore, o autoamor é fundamental para ter amor e compreensão genuínos para dar aos outros.
Amar a si mesmo é simultaneamente reconhecer quem você é e escolher crescer para ser melhor amor verdadeiro é o combustível da vida. É ele que nos sustenta na caminhada do progresso que almejamos
Por que é fundamental para a evolução?
Sem se amar, o indivíduo pode cair no desânimo, na tristeza ou na autossabotagem, o que atrasa seu progresso espiritual. Ao se amar e se respeitar, a criatura se torna um canal melhor para o amor divino, conseguindo servir e auxiliar o próximo com equilíbrio, sem anular a si mesma.
Amar-se é cuidar do coração, do espirito.
Uma relação de autoamor é a base de relacionamentos sadios e duradouros. Nos auxilia dedicar momentos diários para observar pensamentos e sentimentos, identificando as causas reais das dores internas. Meditação e reflexão. (Dicas inicie o dia com frases que reforcem sua autoconfiança e valor. /reduza o tempo em redes sociais para evitar comparações prejudiciais. /anote coisas boas que fez no dia para valorizar sua trajetória.)
Aceitação e mudança: reconhecer-se como um espírito em evolução, aceitando as falhas passadas, mas comprometendo-se com a renovação interior. Amar a si mesmo significa respeito e direito à vida, à felicidade que o indivíduo tem e merece.
Cuidado integral: manter hábitos saudáveis que preservem a paz de espírito e o vigor do corpo físico, instrumento da alma.
Não esqueçamos da recomendação de Lázaro “o espirito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. (E.S.E. cap. XI item 8)
Presenteie-se diariamente. Tenha um plano de amor para você a cada um dos seus dias.
Muita paz.
Fontes: Frase terapêutica livro “Jesus, a inspiração das relações luminosas” Ermance Dufaux obras de Ermance Dufaux (foco em reforma íntima) obras de Joanna de Ângelis (foco em psicologia espírita). E.S.E., “renovando atitudes” Hammed.
Imagem: Freepik gerada por IA
Autor: Fátima Kopke, voluntária do centro espírita Batuíra.

Fátima, excelente reflexão para ler, reler e colocar em prática. O autoconhecimento será eterno graças a Deus .
Fátima, excelente reflexão para ler, reler e colocar em prática. .