Fazer-se o bem

Fazer-se o bem

André Luiz, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier na obra Respostas da Vida nos dá uma espécie de manual prático de como fazer o bem. Vejamos:

Não perturbe. Tranqüilize.
Não grite. Converse.
Não critique. Auxilie.
Não acuse. Ampare.
Não se irrite. Sorria.
Não fira. Balsamize.
Não se queixe. Compreenda.
Não condene. Abençoe.
Não exija. Sirva.
Não destrua. Edifique.

Recorde: a Humanidade é uma coleção de grupos e a paz do grupo de corações a que pertencemos começa de nós.
Temos por hábito subestimar o potencial do bem, das atitudes positivas, que muitas vezes são chamadas de utópicas e ingênuas. Nos esquecemos do potencial do amor e da capacidade de fazer o bem que todos nós temos, nos distraímos e perdemos o foco do verdadeiro bem: a caridade.

As pequenas atitudes fazem muita diferença: um sorriso, uma atenção, o ouvir e a gentileza são muitas vezes inesquecíveis, são investimentos onde os maiores beneficiados seremos nós mesmos. O perdão, a amorosidade, a alegria, a humildade são ações que a grande maioria de nós precisa desenvolver a vontade de aprender a incorporar em nossa rotina, mesmo que no começo pareça artificial, é preciso um esforço da nossa parte até que se torne natural.

Afinal foi assim com tudo o que aprendemos na vida – treinando, praticando, até que seja natural como ler, escrever, andar, falar, etc. Atitudes simples e que fazem total diferença, atitudes de caridade são uma imensa oportunidades que temos de plantarmos o bem para colhermos a felicidade, se não
nesta jornada, nas próximas.


Costumamos de complicar as coisas, nosso egoísmo e nosso orgulho muitas vezes falam mais alto e nos confundem. Sentimos a necessidade de provar nosso ponto de vista e agimos como “donos da verdade”, mas poucas vezes nos perguntamos: o que será que eu faria se estivesse no lugar daquele que estou julgando e condenando?


Busquemos a calma em nosso dia a dia, a paz do dever cumprido, do caminho do meio de forma equilibrada. Busquemos ver o lado bom e positivo dos fatos, o “copo meio cheio”, e através da prece busquemos a vigilância pois a calma, a gentileza, a educação e um sorriso evitam muitos problemas e discussões. A violência, o grito e a agressividade expressam o nosso medo interior, apontam a insegurança que carregamos dentro de nós. Por outro lado a calma, a serenidade e o equilíbrio, sinalizam a fortaleza e a confiança em Deus e em si mesmo.


Importan􀆡ssimo termos bons pensamentos, buscar ver o lado leve da vida, atender nossos compromissos de forma otimista, esperando o melhor. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XXVIII, item 1 nos ensina que: “A forma não é nada, o pensamento é tudo. Orai cada um, segundo as vossas convicções e o modo que mais vos toca; um bom pensamento vale mais que numerosas palavras estranhas ao coração….”


Quando vemos o nosso irmão cometendo atitudes as quais discordamos, temos por impulso questionar, julgar, criticar, queremos que o outro atue de acordo com o nosso modo de ser, segundo a nossa cartilha. Nos esquecemos que fomos criados livres porDeus para seguirmos nosso caminho. Que possamos amparar, auxiliar e orientar ao invésde julgar e criticar.

Respeitar o outro como é, aceitá-lo, inclusive permitindo que cada um possa escolher o caminho que deseja, no tempo que deseja. Cada pessoa tem uma história, uma formade pensar, assim como nós. Todo comportamento é embasado por um racional, de acordo com a realidade daquela pessoa, por isso não se deve julgar e condenar um irmão. Melhor que julgar é se questionar – se eu estivesse no lugar dele será que faria diferente?


Por fim, evitemos reclamar, usemos no nosso instrumento de comunicação para agradecer e abençoar. A reclamação é uma ação pesada, a gratidão por outro lado é leve. Quando reclamamos nos tornamos desagradáveis, tensos, as pessoas se afastam da nossa companhia, diferente daquelas pessoas mais agradáveis, sorridentes, tranquilas que passam alegria, serenidade e equilíbrio. Quem somos ? Quem queremos ser? Como queremos ser lembrados?


Para concluir, vamos nos recordando da virtude maior, ensinada e praticada por Jesus: a caridade. Uma ação simples, verdadeira e humilde porém sempre acompanhada de amorosidade, atenção e empatia, marca aqueles a quem se beneficiam e trazem uma alegria contagiantes em seus personagens principais. Ser caridoso é simples e não exige grandes movimentos: basta fazer ao próximo exatamente o que gostaríamos de receber
para nós mesmos. “Nada exprime com mais exatidão o pensamento de Jesus, nada resume tão bem os deveres do homem, como essa máxima de ordem divina. Não poderia o Espiritismo provar melhor a sua origem, do que apresentando-a como regra, por isso que é um reflexo do mais puro Cristianismo. Levando-a por guia, nunca o homem se transviará.


Dedicai-vos, assim, meus amigos, a perscrutar-lhe o sentido profundo e as consequências, a descobrir-lhe, por vós mesmos, todas as aplicações. Submetei todas as vossas ações ao governo da caridade e a consciência vos responderá. Não só ela evitará que pratiqueis o mal, como também fará que pratiqueis o bem, porquanto uma virtude negativa não basta: é necessária uma virtude ativa.


Para fazer-se o bem, mister sempre se torna a ação da vontade; para se não praticar o mal, basta as mais das vezes a inércia e a despreocupação…”Esforçai-vos, pois, para que os vossos irmãos, observando-vos, sejam induzidos a reconhecer que verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, dado que todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, sem embargo da seita a que pertençam”. (Cap XV de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec).


E agora? Vamos simplificar e fazer uma corrente do bem?

Autora: Patrícia A. Batista – voluntária do Centro Espírita Batuíra

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