Iluminando

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                                                                        “Vós sóis a luz do mundo; deixai brilhar a vossa luz”.   (Mateus, 5:14-16)                                                             

Quando o Divino Mensageiro, no Sermão da Montanha, declarou: “vos sóis a luz do mundo” convidava os seus seguidores, cristãos de todos os tempos, ao trabalho da auto iluminação para melhor iluminar os outros ao seu redor.

Assim como a luz, da simples lamparina de outrora evoluiu para modernos recursos de iluminação disponibilizados hoje na era digital, o espirito,  através das  reencarnações sucessivas,  evolui em instrução e educação, e estas conquistas individuais são luzes que se projetam no caminho por onde andar.

No mundo material, para se manter a luz artificial  acesa, se faz necessário o uso  de combustíveis diferenciados. Para a luz espiritual, a fé e a fonte são os combustíveis. Para os  espíritas é a fé raciocinada, pois sem a luz da razão desfalece a fé.(Evangelho Segundo  Espiritismo  cap.XXIV – item 7).

A fé  e a fonte  são, pois,  imprescindíveis. A fé  nos impulsiona e a fonte nos abastece mantendo vivo o processo  da busca constante do conhecimento que é o instrumento da educação que desperta a consciência para o exercicio do amor a Deus, amando a si mesmo, ao próximo e a obra Divina da criação. Assim, nos iluminamos para melhor iluminarmos, seja  reorganizando as nossas reações ante as emoções, elevando os padrões dos nossos sentimentos, ajustando-os aos indicados por Jesus, seja nos colocando no lado bom dos acontecimentos, transformando o negativo em positivo, aprendendo  com nossos  erros, buscando a  renovação, a transformação, enfim, crescendo  sempre e mais.

As  fontes  de abastecimento são constituídas de diferentes  materiais de caráter informativo e formativo  que devem  ser  selecionados e considerados  aqueles  produzidos em conexão com a Divindade. Esses materiais fortalecem  o  propósito  de transformação  interior  que,  através dos nossos  pensamentos, palavras e ações se projetam como luz ao nosso redor; luz da orientação, do apoio emocional, da solidariedade em tempos dificeis e do encorajamento para que outros mantenham suas luzes acesas.

É necessário, pois, observar  atentamente se as idéias que as fontes  fornecem  são renovadoras e edificantes. A aceitação sem critério algum, ao invés  de  luz  pode intensificar as  sombras  deixando mais perdidos os que se encontram na escuridão do desamor. Se o conteúdo é instrutivo, formativo, esclarecedor e consolador é dádiva de Deus que nos chega através  das fontes promotoras do bem.

Que o nosso exemplo seja a luz de maior brilho a orientar os que se encontram perdidos, que o amor fraternal de Deus seja o elo que nos liga aos nossos irmãos, a  solidariedade o abraço acolhedor aos diferentes e a nossa luz seja o amor de Deus permeando a nossa vida relacional  no pequeno ou grande universo, onde Ele nos colocou.

Muta Paz a todos.

Fontes; Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec e Fonte Viva, 81  – Chico Xavier/Emmanuel.                    

Carlos Magalhães é voluntário no Centro Espírita Irmão Malaquias em Sorocaba


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3 ideias sobre “Iluminando

  • 2 de fevereiro de 2025 em 17:11
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    Amado irmão,
    O texto vem de encontro a que todos nós necessitamos. Jesus, nosso amado Mestre, trouxe o ensinamento e muitos de não enxergamos essa luz de amor que Ele nos deixou. Então. . . Muito tempo depois, Hippolyte Léon Denizard Rivail, ante fatos incontestáveis, trouxe-nos O Livro dos Espíritos, O Evangelho Segundo o Espiritismo é demais obras, como fontes seguras do quanto Jesus nos ama e que suas palavras seriam a ” Luz Mundo”, guiando-nos para a evolução tão desejada.
    É isso, meu irmão, quanto mais luz, mais aprendizado e, quanto mais lições, mais as divinas letras iluminação corações.
    Parabéns, belíssimo texto.

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  • 3 de fevereiro de 2025 em 13:55
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    Excelente texto meu amigo! Deus o abençoe sempre!! Obrigada!

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  • 4 de fevereiro de 2025 em 23:40
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    Caro Amigo Magalhães,
    Sua sintonia em apresentar mais esta compreensão do que o Mestre nos deixou foi muito feliz.
    Temos certamente que reconhecer quanto devemos manter nossa Fé ativa e ao mesmo tempo quanto dependemos de nos alimentarmos da Fonte.
    Nossa vigilância em discernir, muito bem colocada no texto ,é nosso dever com os conhecimentos que ora conquistamos.
    Que Deus te proteja e ilumine a continuar trazendo reflexões como esta.
    Forte Abraço
    Claudio Roa

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