Como superar a morte de um ente querido

Como superar a morte de um ente querido

A morte de um ente querido é uma das experiências mais dolorosas da vida. Os conhecimentos da Doutrina Espírita, porém, oferecem um olhar consolador, baseado na imortalidade da alma, na justiça divina e na certeza do reencontro.

Nosso objetivo aqui oferecer orientações práticas e espirituais para lidar com o luto, seja de quem for, de maneira equilibrada e esperançosa. Através de 8 tópicos com base nos ensinamentos dos Espíritos abordaremos a questão de uma forma leve e suave, com intuito de criar um roteiro a ser utilizado por todos nos momentos dolorosos da separação temporária.

Em primeiro lugar, é preciso levar em conta a valiosa informação reforçada pela Doutrina Espírita que é: A IMORTALIDADE DA ALMA.

O Espírito sobrevive à morte do corpo e prossegue sua evolução no plano espiritual. O corpo é apenas um instrumento temporário, mais uma etapa diante da eternidade da existência do Espírito.

Com relação a isso, temos vasta literatura nas obras espíritas, de Chico Xavier e Divaldo Franco. À época de Kardec, o codificador nos deixou uma obra, que faz parte do Pentateuco Espírita que é o livro: o Céu e o inferno, onde estão vários relatos, confirmados, de pessoas que desencarnaram e, evocadas algumas vezes ou em manifestações expontâneas, vieram trazer o relato da vida após a morte do corpo físico.

O segundo ponto tem a ver com a confiança e a fé que cada um traz dentro si. Diz respeito a: ACEITAÇÃO DA VONTADE DIVINA.

Nada ocorre por acaso, tudo ocorre com permissão e sabedoria de Deus. A desencarnação é parte do planejamento reencarnatorio de todos nós, seja ela como for. As vezes no tempo certo, as vezes abreviada por atitudes imprudentes ou por vontade própria (suicídios consciente e inconsciente).

Todos passaremos por esse processo findo o cumprimento de nosso compromissos espirituais. Essa é uma lei natural da nossa existência material. Somente o espirito permanece, a essência de quem somos. É preciso muita oração para termos compreensão e serenidade diante da perda. E é muito importante também nos prepararmos para isso. Pois um dia seremos chamados novamente ao Plano Espiritual e daí fica a pergunta: estamos preparados para isso?

O terceiro tópico diz respeito a: O LUTO E O DIREITO DE SENTIR.

Sentir dor é natural, mas o sofrimento prolongado pode prejudicar o espírito desencarnado, que se sente preso aos entes amados, principalmente se pouco conhecimento possuía da vida após a morte. A sintonia espiritual se mantém através dos sentimentos e pensamentos. É permitido, sentir. Afinal durante algum tempo, estaremos “privados” da convivência com o ente amado. Contudo, deve-se buscar o equilíbrio emocional.

O próximo ponto tem a ver com o valioso recurso da Prece: A PRECE COMO PONTE ENTRE OS DOIS MUNDOS.

A oração sincera ajuda o espírito a encontrar paz. Não somente para quem fica, como paa quem parte. Nossos pensamentos de amor os alcançam e os fortalecem. É importante criar o hábito de orar diariamente em nome do ente querido, com serenidade e carinho. Aqui usar uma das preces que estão no final do Evangelho Segundo o Espiritismo, na coletânea de Preces Espíritas.

O quinto tópico: ESTUDO E VIVÊNCIA ESPÍRITA.

O conhecimento liberta, transforma e consola. Disse-nos Jesus: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará.” A desencarnação é uma etapa, um mudança plano, uma verdade da nossa existência material. Algumas obras dentro da Doutrina Espirita nos trazem grandes aprendizados para lidar com a perda.1 Participar de grupos de estudo e encontros espíritas, são fundamentais nesse processo.

O sexto tópico: A CARIDADE COMO REMÉDIO DA ALMA.

Não apenas buscar o conhecimento, a verdade e o entendimento, mas colocar em prática. Servir ao próximo alivia a dor do luto. A ação no bem nos aproxima dos entes queridos pela vibração elevada.

Praticar a caridade de forma simples e constante, seja na Casa Espírita, na Igreja, nos Templos, visitas a enfermos, distribuição de alimentos e cestas básicas. As possibilidades são muitas e, na maioria das vezes, basta darmos apenas o primeiro passo.

Próximo ponto: AUTOCUIDADO E AMOR PRÓPRIO.

O corpo é instrumento de evolução e precisa ser bem cuidado. Muitas pessoas por não saberem lidar com a perda temporária, se descuidam de sua saúde, se entregam. É preciso buscar apoio emocional quando necessário.

Alimentar-se bem, descansar, dialogar, e procurar ajuda psicológica se for preciso.

O oitavo e último ponto se refere a: ESPERANÇA NO REENCONTRO.

O reencontro com os entes amados ocorrerá no tempo certo, segundo a afinidade e o merecimento. Os laços unem os seres que se amam, não se rompem com a desencarnação. Deve-se viver com dignidade e amor, preparando-se para o reencontro que, um dia ocorrerá.

A morte não é o fim, mas uma mudança de plano. A Doutrina Espírita nos ensina que a vida continua e que o amor verdadeiro jamais se perde. A saudade serena, as boas lembranças e a prece constante são caminhos seguros para manter o vínculo com os que partiram.

“A separação é apenas temporária. A alma continua viva, esperando com paciência e luz pelo reencontro.” Transforme a dor em aprendizado, a saudade em prece, e a perda em oportunidade de crescimento espiritual.

Este breve roteiro visa confortar corações, aliviar as dores da ausência de um ser amado que partiu. Claro que está fundamento nos conceitos e ensinamentos espíritas, mas para você que segue outra religião, ligue-se com Deus conforme suas crenças. Lembre-se que o Pai e todo bondade, amor e justiça e que, jamais, deseja o nosso sofrimento.

Para finalizar, uma pequena Mensagem Psicografada, com relação a separação temporária:

 “Não chore por mim, estou vivo em outra dimensão. Sigo aprendendo e te amando além do tempo. Espirito amigo” “A saudade é a lembrança do amor que continua. Ore, e sentirei seu carinho em forma de luz. Irmão espiritual, a morte é retorno. Estou em casa, aguardando você com paz e esperança. Comunicante anônimo”

Sérgio R O Araujo é voluntário na ABC Espirita Batuira e no Grupo Espírita da Prece Chico Xavier em Sorocaba, SP.

1 – Referências para consultas:

Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo VI: O Cristo Consolador.

Nosso Lar (André Luiz, psicografado por Chico Xavier)

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