Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. E, quando houvesse distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.
A caridade desinteressada é o amor em ação.
Quando alcançarmos essa qualidade do amor, na verdade, encontraremos o caminho que Jesus nos apresentou e os Espíritos nos explicaram, sim os Espíritos retiraram o véu que encobria a verdade sobre o pós-vida, nos dando o roteiro desta e das futuras encarnações.
Muitas vezes as pessoas questionam quanto a dar ou não esmola, e tornam essa questão, motivo de grandes discussões, quando nada disso importa. Dar ou não esmola é uma condição de entendimento dos dois lados, do que pensa quem oferece, e do que fará quem recebe; mas isso importa realmente?
A grande questão é o que faço com os outros momentos da minha vida, quando não estou nessa situação específica.
A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é injubilosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
A viúva diante do gasofilácio não temeu quanto a oferta que fez, não questionou o que seria feito com sua doação, nem temeu o dia seguinte, ofertando o que lhe era essencial.
Essa é a parte da doação desinteressada.
Dar ou não esmola é uma decisão de cada pessoa.
A grande questão é como me relaciono com a caridade ao longo do dia:
– Ouço meu irmão com paciência?
– Sou gentil para com aqueles que, no caminho, nem me enxergam?
– Aceito a todos como são, suas características, entendimentos e atitudes?
Muitos acreditam que a caridade é um ato externo de ação, mas é, na verdade, um ato íntimo de transformação.
Sigamos aprendendo e nos transformando.
Que o sopro do amor de Deus sobre nós, seja sentido com gratidão e esforço no bem!
Autora: Aloise Gaio – voluntária do Centro Espírita Batuíra
Referências bibliográficas: 1,2 – O Evangelho Segundo o Espíritismo, cap. XV – Fora da caridade não há salvação – item 6
3 – A passagem “A oferta da viúva”
