LUZ NO CAMINHO
“A Candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo será luminoso; porém se os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. (Mateus, 6: 22-23)
No caminho, segue o aprendiz atento às oportunidades de vivenciar os ensinamentos evangélicos já internalizados, quando é convidado a ver o lado bom que sempre há, não aparente, mas presente em todos os acontecimentos na vida que não se restringe apenas ao imediatismo, mas considera o ontem e o amanhã.
No exercício das virtudes cristãs na vida relacional, a luz que o aprendiz projeta no caminho, tem o brilho das suas conquistas reais no universo da evolução espiritual, onde o pensamento e ações atestam a fé em Cristo, fé que se manifesta no exercício da fraternidade, luz dos “olhos bons”.
A fé que assegura ao aprendiz a vivencia cristã não é apenas uma questão de crença, mas a fé que o conduz à renovação, à transformação e ao exercício do olhar cristão no cotidiano da vida. A fé é o combustível que mantém acesa a candeia cuja luz se projeta no caminho, através dos “olhos bons”, luz da verdadeira riqueza – a espiritual.
Assim como a luz da simples lamparina de outrora evoluiu para modernos recursos de iluminação disponibilizados hoje na era digital, o espirito, através das reencarnações sucessivas evolui em instrução e educação e estas conquistas individuais intensificam o brilho que se projeta no caminho por onde anda o aprendiz.
No mundo material, para se manter a luz artificial acesa, se faz necessário o uso de combustíveis diferenciados. Para a luz espiritual, a fé e a fonte são os combustíveis e para os espíritas a fé raciocinada, pois sem a luz da razão desfalece a fé. (Evangelho Segundo Espiritismo cap.XXIV – item 7).
A fé e a fonte são, pois, imprescindíveis. A fé abastecida pela fonte nos impulsiona mantendo vivo o processo da busca constante do conhecimento, instrumento da educação, que desperta a consciência do aprendiz para o exercício do amor a Deus, amando a si mesmo, ao próximo e a obra Divina da criação. Assim, nos tornando melhores, seremos a luz dos “olhos bons” seja reorganizando as nossas reações ante as emoções, elevando os padrões dos nossos sentimentos, ajustando-os aos indicados por Jesus, nos colocando no lado bom dos acontecimentos, transformando o negativo em positivo, aprendendo com nossos erros, enfim, crescendo sempre e mais.
As fontes de abastecimento devem ser constituídas de diferentes materiais educativos produzidos em conexão com a Divindade, pois fortalecem o propósito de transformação interior que se projetam ao nosso redor como luz da orientação, do apoio emocional, da bondade, da compreensão, da indulgência, da tolerância, da solidariedade em tempos difíceis e do encorajamento para que outros também mantenham suas luzes acesas. A aceitação de informações sem critério algum, ao invés de luz pode intensificar as sombras deixando mais perdidos os que se encontram na escuridão do desamor.
Que a nossa luz seja a do bom exemplo, cujo brilho oriente os que se encontram perdidos, luz do acolhimento aos diferentes, luz do amor de Deus permeando a nossa vida relacional no pequeno ou grande universo, onde Ele nos colocou.
Bom Domingo!
Muita Paz a todos.
Fontes; Evangelho Segundo o Espiritismo. Fonte Viva, 81– Chico Xavier/Emmanuel.
Carlos Magalhães é voluntário no Centro Espírita Irmão Malaquias em Sorocaba, SP.
