O HOMEM DE BEM

O HOMEM DE BEM

Eu me considero um homem de bem?

O Evangelho Segundo o Espiritismo (Cap. XVII; item 3), nos elucida que: “O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Quando interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta-se se não violou essa lei; se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem de que se queixar dele, enfim, se fez aos outros tudo aquilo que queria que os outros fizessem por ele”.

O que eu faço, são condutas de um homem de bem?

E o Evangelho continua: “Tem fé em Deus, em sua bondade, em sua justiça e em sua sabedoria. Sabe que nada acontece sem a sua permissão, e submete-se à sua vontade em todas as coisas. Tem fé no futuro, e por isso coloca os bens espirituais acima dos bens temporais”.

Eu tenho essa fé em Deus?

O Homem de bem, “Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas a decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar”.

Como eu recebo os desafios que me visitam?

Ele diz: “O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça. Encontra sua satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros, antes que em si mesmo, de ir atrás do interesse do outro, antes do seu próprio. O egoísmo, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada ação generosa”.

Quanto eu realmente me doo no trabalho voluntário?

E o Evangelho continua… “É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vê todos os homens como irmãos. Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema aos que não pensam como ele”.

Como eu acolho os que são diferentes de mim?

“Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia. Considera que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a suscetibilidade alheia com o seu orgulho e o seu desdém, que não recua à ideia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor. Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios. Porque sabe que será perdoado, conforme houver perdoado. É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”.

Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem a pô-los em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal. Estuda as suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combatê-las. Todos os seus esforços são na intenção de que possa dizer, amanhã, que há nele algo melhor que na véspera. Não tenta fazer valer nem o seu espírito, nem os seus talentos, à custa dos outros. Pelo contrário, aproveita todas as ocasiões para ressaltar o que há de superior nos outros.

Não se envaidece em nada com a sua sorte, nem com os seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ir retirado. Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que são um depósito de que ele deverá prestar contas, e que o emprego mais nocivo que poderia fazer disso, contra ele próprio, seria usá-lo para satisfação de suas paixões.

Se nas relações sociais, alguns homens se encontram na sua dependência, ele os trata com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. Usa sua autoridade para levantar a moral deles, e não para os esmagar com o seu orgulho, e evita tudo quanto poderia tornar mais penosa a sua posição subalterna.O subordinado, por sua vez, compreende os deveres de sua posição e assume com escrúpulo o dever de cumpri-los conscienciosamente.

O homem de bem, enfim, respeita nos seus semelhantes todos os direitos que lhes são assegurados pelas leis da natureza, como desejaria que os seus fossem respeitados”.

Eu realmente sou um homem de bem?

“Analisemos a nossa própria consciência”.

Claudia S. Barbosa é voluntária no centro Espírita Batuíra.

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